sexta-feira, 24 de maio de 2013

Comunhão e comunicação



A língua e o idioma que falamos provem do espírito pessoal que temos. Comunicamos-nos uns com os outros porque nosso espírito pessoal depende disso para viver, da comunhão que é obtida através da comunicação, porque pessoas só sobrevivem por pessoas, essa é a nossa essência, dependemos da comunhão, pois fomos criados seres comunitários, assim como nosso Santo Criador é um Ser comunitário – o Pai, o Filho e o Espírito santo.  

Se o idioma nada mais é do que a comunicação do espírito e se esse espírito foi criado pelo Deus Triuno, então quem criou as raízes dos diversos idiomas foi o próprio Deus e não a cultura.  É isto o que a palavra de Deus nos ensina em Genesis 11.9 quando diz que Deus confundiu a linguagem daquele povo da região da Mesopotâmia que era um povo único do planeta.

Em última instância, a palavra vem de Deus, porque a palavra é o Espírito de Cristo (Jo. 1). Por isso, só sobreviveremos pela palavra de Deus, que nos faz entrar em comunhão com Ele e com nossos irmãos, pois dependemos da comunhão com nosso Criador e com nossos irmãos para sobreviver.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O amor é real e a maldade também é real

Escrito por André e Bruna Chaves para um programa de pós-graduação em educação infantil. Foi prescrito a leitura de três textos os quais são citados periodicamente nesta produção.




Em qualquer discussão sobre o ser da criança e sua história, deve-se haver a preocupação em compreender a integralidade de sua pessoa. Neste sentido, pode-se perceber, nos textos lidos a respeito da “varredura” histórica das concepções de infância, sempre uma visão equivocada ou tendenciosa a um materialismo histórico, onde o ser integral da criança é visto apenas nas dimensões do social, físico, psíquico e intelectual (Silva e Francischini, p. 271). No entanto, atina-se que o ser da criança não se limita a estas esferas. Há algo nos olhos do ser humano infinitamente superior ao seu corpo, a suas glândulas, aos seus hormônios, a sua consciência, ao seu id e ao seu ego. Há um tesouro neste ser que não se pode compreender somente pela psicologia, pela medicina, pela educação ou pela ciência. Trata-se de algo insondável no ser humano que nem o mais experiente psicanalista pode penetrar. Maurizio Viroli (1952), em seu diálogo com Norberto Bobbio (1909 - 2004), o grande jurista e senador italiano, citando Pietro Scoppola na obra intitulada Direitos e deveres na República, diz o seguinte:


Crentes e não-crentes estão unidos pelo senso do mistério do homem, de alguma coisa que supera nossas possibilidades de conhecimento, as nossas possibilidades de ação, assim, reencontrar este tecido humano comum, este humanismo aberto, parece ser a primeira condição (...) (p. 74, RJ, Elsevier, 2007)


Este senso de mistério não provém de outro lugar senão dessa substância pessoal do homem, esse infinito que habita dentro do ser humano. Efetivamente, não se pode negar a esfera espiritual do ser humano. Não por menos que o ser humano faz cultura não somente no âmbito do estado ou da família, mas também no âmbito religioso, isto é um fenômeno que não pode ser ignorado. Esse tipo de discussão está longe de se tornar arcaica. 

Portanto, antes de tudo, um debate metodológico se faz necessário neste pequeno ensaio. Pessoas como Platão (em seu Fédon), Hegel (Na Filosofia da História), Shopenhauer (em O mundo como vontade e representação), como os pensadores românticos, como também os pensadores da fenomenologia e da religião, sem falar de muitos outros, não podem ser tão deliberadamente excluídos da discussão sobre o sentido da vida, o que deve sempre preceder todas e quaisquer outras discussões, incluindo a do cuidado que devemos ter com as crianças. Por isso, omitir a esfera pessoal (espiritual) da criança é o mesmo que omitir a realidade e a totalidade da vida e da história desta criança. Sem a concepção de uma totalidade do ser, não há como se analisar um problema.
Assim, percebe-se o grande apelo marxista nas leituras prescritas neste curso ao se dar ênfase exagerada à luta de classes e a emancipação da burguesia na história como sendo o elo perdido desta, o fator determinante da história. Mas o fator determinante da história não é a luta de classes, e sim o espírito; não o espírito impessoal de Hegel e do romantismo, mas o espírito pessoal de cada existência humana, de cada criança que faz sua história, de cada família que ama (ou não) e cuida (ou não) dos seus, desde a antiguidade remota. Através dessa concepção podemos perceber que a infância não pertence somente às crianças, mas pertence também a todos os que passaram por ela. A própria estrutura da sociedade testemunha que houve num passado remoto uma história gloriosa do amor e do cuidado como também da maldade e do desleixo. Dessa forma se pode compreender o porquê do engajamento de tantos adultos (que já foram crianças e ainda possuíam o senso da infância) na luta pelo direito das crianças na conjuntura da história recente a partir de meados do século XX com a declaração dos direitos do homem e do cidadão (1948). Mas este também chegou como reflexo da era dos direitos iniciada com a revolução americana (1779) e com a revolução francesa (1789), onde princípios morais como liberdade, igualdade e fraternidade foram elevados, mesmo em plena era da modernidade burguesa. Faz sentido explicar o poder opressor do maior sobre o menor somente se considerarmos o pensamento darwiniano, onde numa teórica evolução das espécies se concebe uma luta dos mais fortes contra os mais fracos e a supremacia daqueles. Mas como então se poderia compreender a era dos direitos em que estamos? Onde os mais fracos estão paulatinamente sendo reconhecidos e tutelados por seus direitos e suas dignidades, pelo menos na letra? Há questões ontológicas em jogo. A burguesia não ganha nada com isso. Não existe pragmatismo no que tange aos direitos do homem e do cidadão em relação ao ganho financeiro, assim como no ECA (Estatuto da criança e do adolescente), mas podemos vislumbrar nisto valores morais, como a justiça e a dignidade. Por isso, prognostica-se uma interpretação equivocada da modernidade, por exemplo, nisto:


A vida moderna, como a indústria e a democracia, criou toda uma nova estrutura de sociedade. Esta estrutura, ao emergir-se, embora tornando-se em função do desenvolvimento econômico, resultou na universalização da educação básica no final do século XIX, estas mudanças redimensionaram tanto a educação quanto os novos protagonistas (mulher, a criança), até então relegados a um plano secundário. Portanto, a modernidade criou a concepção de criança como um ser diferente, importante e respeitável, em contraposição a uma concepção da criança como um “pequeno 
adulto”. (Silva e Carvalho, P.5)


O texto diz que a indústria foi uma das criadoras da modernidade que trouxe à tona a concepção da criança como um ser diferente, importante e respeitável. Aqui está o problema: toda indústria sobrevive de pragmatismo. O seu combustível é o pragmatismo. O que é isto? É quando se nega o valor das pessoas para o benefício do lucro ou do poder. A indústria não pode ter sido um fator determinante para se criar uma “concepção da criança como um ser diferente, importante e respeitável”. Algo maior “estava no ar”, um espírito de responsabilidade, de carinho e de cuidado do adulto em relação à infância pairava sobre as mentes e os corações das pessoas neste ciclo histórico. Outro trecho importante diz o seguinte:



Apesar de ter sido implantado na década de 70, o Projeto Casulo foi fruto de uma união entre o governo e organismos intergovernamentais, principalmente o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que ocorreu durante a década de 1960, tendo como objetivo a implantação de programas para as crianças pobres. Rosemberg (2003) defende a ideia de que essa união tinha o mesmo propósito para os dois lados envolvidos: o enfraquecimento das tensões, conflitos e contradições presentes na população que vivia sob o regime militar. A era militar – 1964 a 1985 – tinha como lema a segurança e o desenvolvimento da nação que seriam alcançados na medida em que as diferenças e tensões diminuíssem. Desta forma, projetos como o Casulo eram estratégias preventivas junto à população pobre para diminuir as diferenças e desigualdades, e, com isso, diminuir também as possibilidades de conflitos (Silva e Francischini, p. 267).



Pode-se perceber mais uma interpretação simplista da história da infância no Brasil. O estado, por ser um ente impessoal, pode até ser condenado em ter tratado a infância de forma tão impessoal através do projeto Casulo, pois teria o frio objetivo de enfraquecer as tensões, os conflitos e as contradições sociais. No entanto, o estado propriamente dito não existe, ele é apenas uma ficção criada para dar a noção de uma encarnação da justiça. O que existe mesmo são as pessoas. E o que falar das pessoas responsáveis pelo estado? Das mulheres que influenciaram seus maridos militares a cuidarem das crianças desamparadas através da implantação de um projeto como o Casulo? Será que essa relação é completamente fria? Não havia pessoas envolvidas nisto? As relações pessoais não são completamente frias, existe sempre uma transação interpessoal de valores e sentimentos pneumáticos. Nunca a história da educação pode ser tratada de forma completamente impessoal e fria, pois toda a história é construída por pessoas e não por “impessoas” ou ficção. 

Por isso que se faz essa querela metodológica aqui. A história da educação foi formada por cada indivíduo que possuía o dom para a educação. Mas os indivíduos, antes de serem psíquicos, são seres pneumáticos, ou seja, dependem de um espírito para se sustentarem. Isto não pode ser renegado para o plano religioso, é preciso ser discutido no plano epistemológico. Mas um bom começo é considerar que a história da educação foi construída por cada indivíduo, cada ser.  Jean Paul Sartre (1905-1980) foi tremendamente rechaçado pelos marxistas, apesar de ter sido um marxista anteriormente, porque apregoava o papel decisivo de cada ser pessoal em seu próprio mundo e como que cada um fazia sua história, ou seja, como que o indivíduo é que determinava a história e não o grande sistema de pensamento materialista. 

A história materialista apenas mostra a evolução das lutas de classes e seus desdobramentos no cuidado com a infância. Mas a história material não pode abranger a totalidade da história. Como se poderia registrar o amor com que os pais da antiguidade tratavam seus filhos pequeninos, períodos estes onde não havia a cultura escrita? Se mudarmos o foco da visão e do método de se entender história, poderemos ver que em cada núcleo familiar de toda a história, houve pessoas que se amaram e amaram suas crianças. Daí que não podemos conceber uma evolução no cuidado da criança na história mundial e brasileira, mas uma conjuntura histórica que de quando em quando se repete. Há períodos em que o amor fraterno cresce, e em outro, decresce, consequentemente a criança sofre por isso.

 O método mais capaz é o da filosofia da história, ou melhor, da ontologia da história e da ontologia da educação, que leva em conta um espírito da história, concebe uma realidade mais completa das coisas, pois analisa por completo o ser da criança. Ele é competente para tratar da família; e discutir a família é discutir o amor ou a falta dele; discutir o amor é discutir o desenvolvimento pleno ou precário da criança, mas não apenas no falar ou no escrever, e sim no fazer, pois para a ontologia da história, a palavra é ação, é atitude, é o engajamento, a realização, é vida, é pneumo. Mas alguém pode dizer: “discutir o amor é impossível, pois não se trata de algo real, mas abstrato”. A isso a ontologia da história responde: o amor é tão real quanto uma flor e a justiça é tão real quanto uma balança. São categorias diferentes de coisas, uma é concreta e outra é pessoal, mas as duas são reais. Uma família não subsiste sem o amor, um estado não subsiste sem a justiça. Se a família e o estado ainda perduram, é porque o amor e a justiça são reais. Uma prova histórica disso: Roma não caiu por causa da invasão bárbara, e sim porque sua sociedade perdeu a prática do amor e da justiça, o câncer da indiferença, da injustiça e da imoralidade corroeu Roma; os hérulos tiveram facilidade para destruir Roma porque esta já estava destroçada por dentro. De fato, o amor e a justiça são atributos espirituais (pneumo) do ser humano. O homem certamente é um ser espiritual.

O materialismo vê em tudo uma grande conspiração da burguesia, mas na realidade a grande conspiração está no espírito que cobiça o poder e as coisas. É por causa de cada espírito pessoal cobiçante que servos da idade média se tornaram burgueses. A essência do problema não está na matéria, mas no espírito. Por isso, simplesmente dizer que a caridade ou assistência tal foi feita aqui ou ali para que a burguesia tivesse gente formada para mão de obra não é uma explicação suficiente; há que se considerar o desinteresse dos indivíduos em querer ajudar, o altruísmo das pessoas na luta pelo desenvolvimento das crianças do Brasil e em querer ver seus direitos tutelados e em querer vê-las felizes e realizadas. 

        Quando se purga da pesquisa histórica o pecado da anacronia (querer atribuir ao passado juízos do presente), pode-se visualizar um desejo ontológico nos jesuítas do período colonial até mesmo na Escola Americana no século XIX em São Paulo (atual Mackenzie) no cuidado com as crianças, sem esquecer as dezenas de escolas de ensino fundamental criadas pelo deputado federal, Advogado, psicólogo, orador da ONU e pastor Alberico Antunes de Oliveira (in memoriam) no Estado do Amazonas. Instituições religiosas estas que se inspiravam nas palavras de Jesus de Nazaré (este tão comentado pelo historiador e general judaico-romano Flávio Josefo - 37 d.C a 100 d.C) que pregou que o reino dos céus pertenciam as crianças. Este mesmo Jesus, e não Russeou, foi quem realmente inspirou a era dos direitos em que vivemos hoje. Pois ele foi o primeiro a ensinar o valor e a dignidade intrínseca de cada ser humano. A humanidade em nada evoluiu, o homem de hoje é tão mau quanto o homem da antiguidade. Prefere-se aqui afirmar que a humanidade realmente decaiu de um estado melhor. A ideia do contrato social em Russeou (1712-1778), não tem como proceder, pois efetivamente a história relata a realidade do amor entre pais e filhos, mesmo nas sociedades patriarcais da antiguidade, da idade média alta e baixa e na era moderna. A Torah, o Alcorão, romances e contos da antiguidade revelam: o amor à criança sempre existiu. Destarte, o problema da modernidade e do mau trato da infância não está na burguesia, mas na maldade e na cobiça que habita em cada ser humano, burguês ou não, “evoluído” ou não. Todos são iguais tanto no amor quanto na maldade.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bendito é o homem que confia em Deus!


                    Bendito é o homem que confia em Deus (Jr. 17)! Força minha, Fortaleza minha e refúgio na angústia é o Senhor. O Senhor é a minha glória! Por causa dEle é que tenho esse brilho nos olhos, coisa sobrenatural, como explicar essa vida! Não há explicação natural. Se não fosse o Senhor Jesus Cristo, o Rei da glória, não haveria força em mim, não haveria nem fôlego, não haveria um espírito graciosamente criado por Ele em mim, esse espírito que se chama André. Todo ser humano possui esta glória inexplicável! Deveríamos nos assustar toda vez que víssemos alguém abrindo os olhos, pois daqueles olhos se revela a glória do Deus altíssimo criador! Daí o amor que devemos a todos! Por isso devemos ganhar para Cristo as almas perdidas por causa do pecado e da justiça santa de Deus, propiciada pelo Filho do Seu amor, Jesus Homem.

sábado, 27 de outubro de 2012

O homem feliz


                 
                 Por que o homem só consegue ser feliz quando tem uma só mulher? Com muitas mulheres ou até com duas, dificilmente ele teria condições de trocar amor, trocar verdade, trocar bondade, trocar carinho, de dar todo o seu ser. Somos seres pessoais. Quando dividimos o amor conjugal com mais de uma pessoa, torna-se impossível permanecer um ser pessoal, pois a maior característica da pessoalidade é exatamente o fato de podermos trocar amor. É por isso que aquele que tem várias mulheres se parece muito com os animais, pois perdeu a noção do amor e assim, consequentemente, perdeu sua pessoalidade, perdeu, em última instância, seu espírito pessoal, só lhe restando o caos, e por fim a desintegração, a morte. O prazer sexual daquele que tem muitas mulheres pode até ser intenso, mas a sua alma já não mais existe, deixou de ser pessoal, virou um animal. Até nisso a palavra de Deus se mostra verdadeira quando nos ensina que o homem deve ser uma só carne com seu verdadeiro amor. A palavra de Deus não pode ser natural. Natural é tudo aquilo que o mundo pratica. A palavra do Deus Altíssimo é uma revelação sobrenatural que nos ensina como podemos chegar a fonte da vida: a Cristo Jesus.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tenho orgulho de ser amazonense


              Acompanhei pela televisão uma programação que tratava de um projeto do Google Earth numa nação indígena aqui do Amazonas chamada Suruí. Os técnicos da Google treinaram os homens da tribo para utilizarem a tecnologia android da Google e capturarem imagem de madeireiras ilegais no meio da selva para então enviarem à central da Google e estes, por meio do GPS dos aparelhos, pudessem mandar ás autoridades brasileiras as coordenadas geográficas (o local exato) do crime, para que estas autoridades pudessem prover as sanções necessárias a essas madeireiras.

               A princípio, os executivos da empresa não confiavam que os indígenas pudessem manipular essa tecnologia. Isso foi o que mais me tocou. O que faz alguém pensar que homens indígenas não sejam capazes de manipular tecnologias novas? Talvez uma concepção errônea deste alguém de que existe uma hierarquia evolutiva entre os homens – os mais evoluídos no topo da pirâmide e os menos evoluídos na base. Mas um fato, a meu ver, mudou qualquer impressão errônea a respeito deste pensamento tão pregado no âmbito científico. O fato foi este: os índios conseguiram manusear a tecnologia com perfeição. Isto demonstra uma coisa: o que falta é a educação para esta tecnologia. A educação é nada mais que a transferência de valores e de conhecimento através do relacionamento. Todos - desde os aborígenes da Austrália até os índios da Amazônia – se tiverem algum contato educativo com a sociedade tecnológica ocidental, poderão manuseá-las com perfeição. Estes certamente não estão numa hierarquia evolutiva, situados entre o “macaco de Darwin” e o homem europeu. Só lhes falta é o contato e o relacionamento com outras civilizações.

               Enfim, aonde eu quero chegar é aqui: a palavra de Deus é glorificada nos fatos. O homem se desenvolve através dos relacionamentos pessoais, na transferência de valores, assim como o próprio Criador é pessoal, pois se relaciona intimamente em amor com seu Filho e seu Espírito. Muitos perguntam o porquê civilizações foram escravizadas, principalmente a africana. São inferiores? Os africanos não são em hipótese algumas inferiores aos europeus. Apenas não tiveram o contato e relacionamento que os europeus tiveram com a cultura grega, judaica, romana etc. E a questão da pele escura tão discriminada pelos ignorantes? A localização geográfica dessas comunidades é a explicação. A pigmentação escura da pele os protegia da insolação. Isto é evolução? No sentido da macro evolução não. Macro evolução é esta pregada por Darwin, por Hegel, por Maomé e por Buda, seja qual for, tanto a biológica quanto a espiritual (mas este é outro assunto), de que o neandertal pôde por seus próprios esforços se transformar em um homem divino (é o que somos!). Mas podemos pensar numa micro evolução e não deixaria de ser bíblica. O que é a micro evolução? É esta que podemos ver com nossos próprios olhos: a mudança de pigmentação da pele, o envelhecimento, as doenças, o câncer (mutação genética), etc. Esta é a evolução de fato que ocorre conosco. A comunidade científica do design inteligente provou através de pesquisas com o DNA mitocondrial que toda a humanidade provém de uma só mulher. E a questão do teste do carbono 14 que provê a datação de ossadas antigas? Este teste é inválido. Ele apenas pode calcular o quanto de carbono 14 desaparece de um corpo em deterioração, mas não pode calcular o quanto de carbono 14 possuía aquele corpo quando a pessoa faleceu. E quanto aos crânios encontrados dos homens-macacos? Não passam de fraude. E os bicos dos Tentilhões de Darwin, é micro evolução. E as pesquisas genéticas em drosófilas? Os cientistas não conseguiram induzir nenhuma evolução, apenas disfunções orgânicas: pernas no lugar das asas! Sem falar das mariposas adulteradas que estão descritas em vários livros didáticos hoje ainda. Foram montagens. E a fraude mais famosa: os embriões de Haeckel. De fato, Haeckel falsificou o desenho dos embriões de vários animais para serem parecidos ao embrião humano (Verdade Absoluta, Nancy Pearcey, p. 177 a 185). E a questão da paleontologia? Leia isto: 



O que tornou a conferencia tal divisor de águas foi que os paleontólogos contaram de forma corajosa aos biólogos o que eles menos queriam ouvir – que o registro fóssil não apoia e nunca apoiará o enredo darwinista de um progresso contínuo e regular de formas de vida escrupulosamente classificadas do simples ao complexo. Pelo contrário, as pedras mostram um padrão difuso de lacunas – novas formas de vida surgem de repente, sem formas transitivas se conduzindo a elas, seguidas por períodos longos de estabilidade durante os quais mostram pouca ou absolutamente nenhuma mudança. O falecido Stephen Jay Gould, de Harvard, chamou isso de “o segredo comercial da paleontologia”, revelando, talvez sem perceber, como é tremenda a pressão entre os colegas cientistas. (por que perceberam que tinham a necessidade de guardar segredo?) (Pearcey, p. 186).



               Por que devo crer na literalidade da narrativa da criação no livro de gêneses?

1.      Porque não posso admitir a existência de um Deus onipotente que não possa criar o cosmos em 6 dias;
2.      Porque Jesus Cristo disse que as escrituras não podem errar (Joao 10.35);
3.      Porque Jesus Cristo não revogou a interpretação judaica da poesia descrita em gêneses, e ainda, afirmou que a salvação vem dos judeus (Joao 4.22), endossando assim a interpretação judaica do livro dos inícios.
4.      Por que o livro de gêneses é uma revelação – como explicar um Deus que fala na 1º pessoa do plural (“Façamos o homem”)? O homem não poderia por si mesmo conceber esta verdade.
5.      Por que Jesus disse em Marcos 10.6, “mas desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher”.



Muitas pessoas acreditam que devem abrir mão da interpretação judaica do livro de gêneses e admitir parcelas da narrativa evolutiva de Darwin por causa do prejuízo que os jovens crentes têm sofrido ao iniciarem seus cursos em faculdades. O problema é que abrir mão do mérito da interpretação judaica (endossada por Jesus) por causa de uma coisa mais prática não parece ser o melhor caminho. Isto se chama pragmatismo, isto é, o esquecimento do mérito, da essência, do valor das coisas em detrimento da prática ou da utilidade imediata. Em médio prazo os jovens podem até se sentir muito bem ao poderem conciliar sua fé com as teorias naturalistas de Darwin, podem se sentir intelectuais, sábios, e bem inclusos no grupo acadêmico, mas em longo prazo pode haver um desastre – uma crescente relativização das verdades sobrenaturais bíblicas, pois se existe um Deus onipotente que não pode criar o homem do nada, este mesmo Deus também não poderia salvar este homem do pecado, não poderia regenerá-lo, não poderia mais nada, Deus ficaria assim “desempregado e inútil”, seria a “morte de Deus”, como pregou Nietzsche, um dos grandes pensadores da evolução existencial (uma fusão entre Darwin e Buda). O motivo prático pode ser até genuíno em querer que os jovens não percam sua fé em suas faculdades, mas o melhor caminho não é abrir mão da narrativa bíblica, mesmo que seja uma narrativa poética. Os antigos também cantavam verdades em forma de poesia, do mesmo jeito que fazemos hoje, eles não eram inferiores artisticamente em relação a nós, os “pós-modernos”, a alma não evolui, sua natureza permanece a mesma, somos tão pecadores quanto eram os antigos. E mais, a história da arte demonstra o ilustre senso poético dos antigos, e a arte é a expressão pura da alma. Com muito treino e técnica aprendida através do relacionamento entre os artistas, qualquer um, tanto o “pré-histórico” quanto o pós-moderno podem produzir belas artes. 

Enfim, os jovens, na verdade, precisam ser muito bem treinados em cosmovisão. Como assim? Eles precisam perceber que as narrativas naturalistas não passam também de fé infundada, não passam de uma cosmovisão naturalista que não inclui verdades como o amor, a justiça, a paz, o poder, a eternidade, a pureza, a alegria, a inteligência impressa na criação. De onde vêm estas coisas? Os naturalistas não podem explicar. Eles não contam toda a história. Apenas parte dela. A parte que se pode ver. Falando nisso, sei que a única cosmovisão que pode dar base para a verdadeira ciência (da coisa real e objetiva) é a cristã, pois é a única que afirma a realidade das coisas e que estas podem sim ser manipuladas e estudadas, pois são reais e verdadeiras. Nenhuma outra cultura afirma isto. Não por menos que a ciência se desenvolveu na Europa cristã.      

Jesus revogou muitas interpretações errôneas que os judeus faziam das escrituras, mas uma ele não revogou, a da narrativa da criação, e mais, ele afirmou que as escrituras não podem errar, elas são infalíveis. 

Os índios não são seres inferiores aos europeus, apenas não tiveram as mesmas oportunidades culturais que os europeus tiveram ao longo da história. Por outro lado, essas oportunidades de contatos culturais levaram os ocidentais, e agora também os orientais, a fazerem o que estão fazendo – destruindo a criação.