terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Canções e a santidade (3)

            Antes de ontem eu estava acompanhando o show de Roberto Carlos em Jerusalém. Um homem dessa idade já deve desconfiar que o amor que tanto o encanta não é possível se não houver pessoas para compartilhar. Não por menos que em uma de suas músicas diz não ser possível haver amor além do horizonte se a pessoa amada não for com ele também. Na verdade o que mais me impressiona é o fato de que o amor é mundialmente reconhecido como um valor sublime e que o homem em si não pode fabricar o amor, visto que já está provado pela história a tendência do homem para o mau. Ora, se o ser humano não pode criar o amor e se apenas pessoas é que podem compartilhar o amor, então uma pessoa não humana é a razão do amor! Portanto, que pessoa criou o amor?
                Roberto Carlos disse nesse show que a sua missão é cantar o amor, o amor de irmão, de pai, de filho, de mulher e de fé. Bato palmas pra ele porque quando falamos de amor, estamos falando de Deus mesmo sem perceber. O problema único do romantismo é exatamente não conseguir avistar que o amor vem da essência de uma pessoa divina, Deus, o amor é a essência de Deus. As pessoas não cantam Deus, o titular do amor, mas cantam o amor como uma força universal, um espírito impessoal, o qual se torna totalmente imanente nas pessoas e nas coisas, essas que por serem habitação desse amor, se tornam deuses. Uma aberração da verdade.
Até as coisas passam a ser tratadas como fontes desse amor. O sol, a lua e as estrelas principalmente; depois as árvores, o mar, os rios etc. Os três reis magos do oriente, homens que procuravam a sabedoria, provavelmente vindos da região da índia, visto que a Índia sempre foi tida como terra dos grandes sábios, homens que buscavam o amor na natureza (de sua ignorância), assim como Roberto Carlos, alcançaram supreendentemente a graça comum do nosso Deus. Ora o panteísmo (romantismo, mundanismo, nova era), sempre foi a religião universal em todos os tempos de ignorância, desde a criação, não foi Spinoza, nem Hegel, nem Wagner e nem os Beatles que o inventaram. Mas aqueles homens quando em uma de suas buscas aos deuses dos céus, às estrelas, encontraram uma que os guiaram a um menino recém-nascido numa estrebaria de Belém. Nesse momento, o panteísmo seria de vez enterrado e a verdade de forma esplendorosa brilharia! Deus não é uma estrela, a própria estrela apontou para uma pessoa infante. Deus é uma pessoa, aleluia! Essa é a verdade! Aleluia! O Senhor de toda a Glória é uma pessoa, um ser que se relaciona! Oh aleluia! Deus, o Pai, utilizou uma estrela Sua, alvo da adoração dos “sábios” românticos idólatras, a apontar para Cristo, um ser pessoal não originariamente humano, mas o próprio verbo eterno da vida!
Sabe-se que muitos hoje em dia fazem suas peregrinações a Índia para encontrarem o Brahma, o espírito impessoal. Os Beatles também fizeram isso e incentivaram o mundo a fazer o mesmo. Poucos se apercebem que a dois mil anos atrás, três pais do oriente, magos do oriente, ex-panteístas, apontaram para Cristo, o Filho do Deus vivo, a expressão exata do Deus invisível, o próprio Senhor da Glória! A própria estrela, um dos alvos principais dos panteistas-idólatras, apontou para Cristo! Por que então o mundo não se converte? Por que as pessoas continuam buscando a heranças do hinduísmo, como o budismo e o espiritismo? A resposta é: porque não pregamos! Como seremos cobrados se não pregarmos o evangelho da verdade! Que boa nova maravilhosa! Não precisamos mais adorar as estrelas e o sol, porque o Deus de todo o universo se revelou de uma vez por todas em Cristo Jesus! Aleluia!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Tesouro do homem (3)


Como é possível alguém possuir título de Doutor da lei, ser cidadão romano e conhecer toda a filosofia grega, bem como sua retórica, como o Apóstolo Paulo, ser capaz de dizer: “eu decidi nada saber entre vós a não Cristo, e este crucificado” (1Cor. 2.2)? Só há uma explicação: ele realmente viu o Senhor da Glória! Aleluia! Ele viu que a Glória do Unigênito Filho de Deus é maior que qualquer coisa que se possa imaginar ou saber neste mundo! Obrigado, Senhor, pelos Teus verdadeiros Apóstolos, testemunhas oculares da Tua Glória!

O tesouro do homem é Cristo. O homem descobre sua natureza espiritual apenas quando ele descobre Cristo, e isto se dá quando o Espírito de Deus passar a habitar no homem e abrir-lhe os olhos para enxergar a Glória do Filho de Deus. Daí em diante, o mundo natural perde todo o sentido. As palavras dos homens perdem seu sentido e vira ilusão, vaidade. A verdade passa a habitar no coração. Uma espécie de êxtase sem fim entra no coração ao contemplar a Glória do Filho amado de Deus. Por isso, sem o Cristo crucificado e testemunhado pelos Apóstolos, não há vida. A vida do homem é Cristo, O TESOURO DO HOMEM.

Por isso o homem natural segue as loucuras de Darwin – o homem não é um ser espiritual. Mas é isso mesmo, o homem sem Deus não é um ser espiritual e sim uma espécie de animal evoluído, um ser totalmente imanente na natureza, um ser impessoal (um animal em constante evolução), isto é fato. Por isso, dizem eles, o mundo está nessa miséria porquanto o homem ainda está em seu processo de evolução, não podem atinar que essa é a natureza decaída do ser humano, seu tesouro foi roubado por Satanás com suas mentiras, e só o Senhor Jesus pode lhes dar a vida verdadeira. O homem espiritual é aquele que descobre pela graça de Deus e por Seu Espírito o maior tesouro: Jesus Cristo.

Por isso Paulo disse: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte” (2 Cor. 4.7). Cristo é o tesouro do homem e quando o homem descobre isto é porque o Espírito Santo já passou a habitar nele. A partir desse momento tudo o que esse novo filho fizer será para a glória de Deus, pois a excelência do poder é de Deus e não dele. Digo novo filho, “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” e “O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.14 e 16).

Na verdade, em si mesmo o homem não tem nenhum tesouro valioso. Tinha, antes de sua depravação total (Rm 3.23). O tesouro que ele tem agora não é mais ouro nem prata, pois estes foram saqueados pelo inimigo de nossas almas, o tesouro que ele tem agora é feno e palha, é o que Cristo chamou de mau tesouro do coração (Lc. 6.45). Depois da queda o homem perdeu a glória de Deus que tinha em si e ficou apenas com resquícios dessa glória, uma imagem corrompida de Deus. Na verdade o homem sem Cristo vive não mais espiritualmente como é a vontade do Criador que é Espírito (Jo. 4.24), mas vive como os animais, animados por suas glândulas e seus instintos. Espiritualmente, esse homem é um defunto, um morto vivo.

E o que dizer dos hinduístas, budistas, espíritas e hippies que se gabam de ser espirituais? Alguns destes desconfiam de parcelas da verdade, pois eles têm contatos com os demônios. Outros percebem que a vida é mais do que se vê e fazem suas especulações humanas. Outros tantos buscaram os valores espirituais, por conta da graça comum do espírito que ainda age em todo homem, e Deus permitiu conhecerem o Rei da Glória - é o caso dos magos do oriente que provavelmente vieram da Índia para ver Jesus. A partir de então, todo romantismo (idolatria, feitiçaria, ilusão, vaidade, impessoalidade “divina”, despropósito, acaso e caos) se rendeu à verdade da Pessoalidade e do desígnio de Deus na história. Eles viram que os tesouros espirituais possuem o seu titular, o seu dono, a Pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Eles entenderam que os valores são sempre adjetivos de uma pessoa, somente as pessoas podem compartilhar valores. Se o homem não pode produzi-los, somente cultivá-los, então os valores têm sua origem em uma Pessoa não humana originariamente – o Deus triúno, suficiente em si mesmo, feliz em si mesmo, pois tem sua comunhão eterna entre o Pai, o Filho e o Espírito.

Sem Cristo o homem é um morto vivo. Somente a partir do momento em que ele passa a crer no Cristo crucificado é que ele recebe aquele tesouro valioso, aquele que adão possuía antes de sua queda, mas como uma diferença: este novo tesouro é imperdível, pois foi dado por preço de sangue. Este tesouro é a nova vida deste homem, é o Espírito de Cristo (Rm 8.9). Na verdade, primeiramente é necessário que o Espírito Santo entre neste homem (Jo. 16.8) e, então sim, ele passa a confessar esse nome tão precioso e sublime que é o nome de Jesus Cristo, “em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Col. 2.3).

O Espírito Santo, que procede de Deus o Pai e Deus o Filho, glorifica o Filho (Jo. 16.14), por isso, quem confessa que Jesus veio em carne, tem o Espírito (1Jo. 4.2). Assim, quem quiser provar se já recebeu este Tesouro de vida, é só fazer esta pergunta: eu creio que Jesus veio em carne? Caso a resposta seja afirmativa, este filho de Deus pode pular de alegria, pois já foi selado por Deus e já recebeu o seu penhor (2Cor. 1.22, 5.5, Ef. 1.14) , um tesouro que garante a sua herança, quem pois confessa que Jesus veio em carne pode ter a certeza de sua vida eterna, pois tem a garantia, a certeza, o Espírito Santo. A herança é a coroa final, a vida eterna que é o maior tesouro que o homem pode querer, além disso, nesta herança se inclui todo o reino e suas possessões. No entanto, mais importante que ter a vida eterna é ver o Rei da Glória, o próprio Senhor e Deus, face a face, isto sim, é tudo o que o homem sempre sonhou, mesmo que negue. Este é o maior tesouro, Cristo e seu Espírito.

Só Jesus, só Jesus, só Jesus nos satisfaz. Aleluia!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Jesus é o caminho, a verdade e a vida

Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim (Jo. 14.6). O humanismo da modernidade tentou transferir o poder de Deus para o homem, tentou tornar o homem em deus. Mas a Verdade com V maiúsculo pertence somente a um, a Cristo. Dele provém toda a verdade, portanto se eu quiser conhecer a Verdade, é a palavra de Deus que deve me guiar e não as palavras dos homens. É a sabedoria de Deus maior que a dos homens. É comparando coisas espirituais com espirituais, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo (I Cor. 2.13) que poderei conhecer Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É a terminologia bíblica que deve me guiar e não as palavras dos homens. É tão bom descansar em Deus e saber que todo o poder e sabedoria pertencem a Deus, e que a nós compete crer no Senhor e conhecê-lo segundo a Sua Palavra, pois é a Palavra da Verdade.
Senhor, perdoa-me se dei lugar ao Diabo e permiti que a minha fé fosse abalada por palavras de homens que nada são e só levam a morte. Obrigado Pr. Max (Igreja Batista Constantinópolis, Manaus-AM), por ter sido instrumento usado por Deus neste domingo último para me disciplinar. Por essa razão, ninguém pode fica sem pastoreio e sem a comunhão do corpo de Cristo.