quinta-feira, 22 de março de 2012

O homem é valor


O HOMEM É VALOR, sua alma é composta de valor, ou seja, foi criada através dos atributos de Deus, mas como o homem foi feito a imagem de Deus, a cópia dos atributos comunicáveis de Deus permaneceram no homem. Portanto o homem é composto de valor – amor, justiça, bondade, verdade etc. com o pecado essa imagem de Deus no homem se corrompeu.


Existe uma relação muito interessante no que tange ao homem diante dos objetos. Nada possui valor. Um carro não possui valor, nenhum objeto possui valor, o dinheiro não possui valor nenhum. Na verdade o valor está no homem. Quando Jesus disse “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt. 22.21), o Senhor estava provavelmente dizendo que o dinheiro não possui valor algum, mas apenas como a constituição, a união dos valores humanos da alma em relação ao dinheiro. Por que motivo o dinheiro é tão valorizado no mundo? Porque através dele as elites financeiras e comercias do mundo controlam a cobiça dos homens. O tesouro do dinheiro está exatamente nessa cobiça, a força insaciável de todos os homens, é nisto que o mundo gira e onde sempre se firmou. É porque todos cobiçam que os objetos criam valores e surge então o dinheiro para efetivar essa cobiça.


O dinheiro é a materialização de toda a valorização indevida, quer dizer, todos cobiçam, debitando de suas almas valores e depositando-os nas coisas. Por isso o dinheiro nos empobrece, daí que Cristo nos avisou que dificilmente o rico entraria no reino dos céus (Mt. 19.23), pois literalmente o homem retira de seu espírito o amor que lhe pertence e atribui esse amor à coisa. O governo, por sua vez, passa a ter a prerrogativa de administrar as cobiças de todos, centralizando esses valores espirituais despojados das almas em cédulas de dinheiro e por fim, tutelando as lides causadas pelos vícios (cobiça) nos negócios. Por isso devemos pagar os impostos ao Estado, pois ele recebeu o dom de Deus para administrar as consequências do nosso pecado e da nossa cobiça, tentando balancear os desfalques para que ninguém sofra demasiadamente com a quebra do estado.


Que mistério maravilhoso, porque uma coisa cria valor? Porque o homem que é composto de valor, debita de sua própria alma valores e os deposita e agrega na coisa. Assim não tenho medo de afirmar que quando valorizamos indevidamente as coisas, nos empobrecemos a nós mesmos, pois valores são perdidos na alma em detrimento da coisa. Repito: a coisa em si mesmo não possui valor nenhum. Então quando cobiçamos e não conseguimos obter tal coisa, surge a ansiedade. A ansiedade é exatamente consequência ou o sinal do empobrecimento da alma. O mesmo acontece quando conseguimos a coisa, mas predemos nossa atenção e nossos olhos nessa coisa como objeto de adoração. Quando o crente busca o Senhor em oração ele recebe de Deus bênçãos inefáveis que cancelam essa ansiedade causada pela falta de bênçãos (valores espirituais) devido à valorização das coisas.


Não é errado valorizar as coisas, depende apenas da intensidade dessa valorização. Existe o gosto, o amor e a adoração. Estes são os níveis de entrega de valores que temos. Destes, apenas os dois últimos níveis forçam a pessoa a subtrair valores da alma para depositá-los no objeto. Mas não se trata de um objeto inanimado e sim de pessoas. Quando valorizamos pessoas, depositamos nela nosso amor. As pessoas foram feitas por Deus para amarem e serem amadas e por isso podemos e devemos fazer essa doação ou mesmo transação (troca). Isto não nos empobrecerá, pelo contrário, nos enriquecerá visto que quando obedecemos a vontade de nosso Senhor e Criador – amar ao próximo como a si mesmo – Ele, o Espírito do Senhor, deposita em nossa vida mais e mais amor, a Sua fonte é eterna e inesgotável.


O nível mais importante de valorização é a adoração, esta que só pode ser tributada a quem é digno, a quem é de direito. Quando adoramos o Senhor de toda glória, literalmente nos esvaziamos de nós mesmos completamente, subtraímos os valores de nossa alma (criados por Ele mesmo) e os entregamos ao Senhor Deus. Damos todo o nosso amor ao Senhor, dessa forma obedecemos ao Seu maior mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas, com todas as forças, com todo o entendimento, com toda alma e coração. É a partir desse esvaziamento que se dá na adoração (contemplação, amor e serviço) que o Espírito nos enche se Sua riqueza inesgotável. Por isso o Apóstolo Paulo disse: “Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”.


As coisas por sua vez não podem ser amadas e nem adoradas, pois não possuem o logos da vida, tão somente podem receber o gosto. Podemos gostar das coisas. As coisas não possuem o logos da vida, mas possuem a teleologia, ou seja, o propósito ou finalidade. Gostamos das coisas por que elas nos são úteis. Foram criadas para nos servirem. Possuem também a estética, fruto da teleologia. Gostamos das coisas porque possuem essa beleza estética provinda do dom criador que o homem recebeu de Deus. No entanto, é apenas isso. Não podemos amar as coisas. Por que depositaríamos nosso amor, que é tão importante para nossas almas, em coisas, que não tem vida e não podem receber esse amor? É simplesmente um desperdício de riqueza. Das coisas e animais podemos gostar por sua teleologia e estética. Um exemplo que podemos citar: um carro. Não podemos adorá-lo (muitos o fazem), mas podemos aprecia-lo no sentido de gostar da sua estética e de seu propósito, assim daremos glória a Deus por ter dado ao homem a senso de criatividade e propósito. Um carro é literalmente uma cultura, cheia de propósito e estética. Todo dom perfeito vem do Pai das luzes (Tg 1.17). Ora se o homem pode fazer cultura, muito mais o Senhor Altíssimo, o Deus de todo propósito nos céus e na terra. Isto nos remete a própria história, nos faz lembrar que ela não é um acaso, mas um propósito com início, meio e fim. A consequência disso é que daremos sempre glórias a Deus por ter criado o homem com um dom criativo e estético.


Quando nos voltamos a entender o reino de Deus, acontece isso conosco: aprendemos que o valor está não está nas coisas ou no dinheiro, mas na alma criada por Deus e que tudo foi feito para a Sua glória inefável. Aleluia!

terça-feira, 20 de março de 2012

História e o valor


                Um exemplo de interpretação de uma história do valor (a história que não considera apenas o fato, mas também o valor) é a queda do Império Romano. Este fato se deu não apenas por causa das invasões bárbaras, mas principalmente por causa do câncer moral em que essa sociedade se afundou, levando a destruição da família e do Estado, por isso mesmo que a igreja tomou para si a prerrogativa de dirigir o estado greco-romano a partir de então.

                Hoje podemos perceber essa história se repetindo. Quando enfim, o estado e a sociedade cair (por falta de raízes sociais que são as instituições de valor como a família e a justiça do estado), o que poderá acontecer? Não faço ideia, desconfio que no futuro não exista mais democracia, pois diante de um caos moral e social, a tendência é sempre o aparecimento de déspotas.

                A constituição brasileira expressa que os canais de TV são apenas concessões que o governo faz a particulares. A partir do momento que as programações dessas emissoras ferirem os valores da família, essas concessões deveriam ser anuladas. Mas não é isso que se vê. A Rede Globo, p.ex., ao pensar estar fazendo bem a sociedade transmitindo programações que dizem ser diversificadas, valorizando a pluralidade cultural, tem na verdade destruído a família. Como foi dito, a valorização dessa pluralidade cultural vai destruir a sociedade brasileira assim como foi com Roma, por que a cultura está enraizada no pecado.

                Essa interpretação da história pelos valores espirituais é a mais completa possível. Chega perto das ciências jurídicas, pois estas em suas dimensões são formadas pelo fato, pelo valor e pela norma. A história valorativa não tem a norma em sua formação, mas tem o fato e o valor. No entanto, se analisarmos bem, quando fazemos julgamentos na história, estamos mesmo é praticando aquela prerrogativa de juiz, mas um juiz de toda a história. Isto é maravilhoso, porque o único livro histórico que também faz esse juízo de valor espiritual é a Palavra de Deus, não podia ser outro. Quando, pois, a Palavra de Deus promete que os crentes receberão o reino e o sacerdócio divino, para que anunciemos as grandezas daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz, essa palavra provavelmente está se referindo também a autoridade que temos de julgar o mundo, pois possuímos o logos, o verbo da vida, Cristo Jesus, o Seu Espírito, a Sua grandeza comunicável que gera os valores espirituais.

                Na verdade, só podem praticar essa história valorativa os filhos regenerados de Deus, pois estes não vivem em função da lei que descobre o pecado, mas da graça que gera a vida em abundância.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O pecado e a história


O pecado é o fator humano determinante de toda a história. É por causa dele que existe o Estado com seus chefes, legisladores e magistrados; É por causa dele que existem os médicos e as escolas. É por causa dele que existe a cobiça a qual faz girar o mundo nessa globalização de mercado e de finanças. No entanto, a Palavra das Escrituras é a única a tratar inexoravelmente o pecado, todos os outros livros ditos espirituais o subestimam.

Essa é a contribuição do homem para com a história – o seu pecado. Deus de sua parte proveu então o estado com a espada para fazer justiça civil ao pecado, proveu o médico para amenizar as dores das doenças – causadas pela depravação original do homem herdada em Adão, e proveu o professor para ensinar as crianças no caminho em que devem andar; Antes não fossem todos depravados, conheceriam esse caminho, o caminho da virtude e da justiça.

Hegel estava errado em afirmar que o determinante da história é um espírito impessoal evolutivo que se torna totalmente imanente na cultura. Quase acertou o alvo. Pois o espírito determinante da história não é de forma alguma impessoal, mas completamente pessoal. É o espírito pessoal de cada ser humano que faz a história. Por outro lado, podemos perceber que a história não foi feita apenas de guerra, mas também de amor. Se existe o amor, de forma alguma foi criado pelo homem. De árvore má não pode sair fruto bom. Quando Jesus estava conosco há mais de dois mil anos, alguém lhe chamou de bom mestre, então ele respondeu: bom? Ninguém é bom senão Deus! Se o homem não é bom, não pode criar o amor. Mas se apenas pessoas podem compartilhar o amor (o sol, a lua, as árvores, o mares, as montanhas e os animais não conseguem, pois lhes faltam o logos, o verbo da vida), entao uma pessoa não humana é a razão do amor. Por isso o apóstolo João ensinou que quem ama conhece a Deus, pois Deus é amor! Deus é uma pessoa que se relaciona, é o Espírito Santo e pessoal de Deus o fator determinante de toda história.

Marx, por sua vez, também estava errado em dizer que o determinante da história foi a matéria e a luta de classes, mas quase acertou o alvo. Não é o materialismo que determina a história, mas Deus que se instrumentaliza da alma humana e do seu pecado. É a alma pecadora que concebe a cobiça – a concupiscência dos olhos -, essa sim é a razão da história, pois antecede a luta de classes e o materialismo.

Tiago, o irmão do Senhor, acertou o alvo. Ele afirmou bem de onde vêm as guerras - o motor da história:

Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites (Tg 4.1-2).

                O problema não está no mundo, no materialismo, nas classes sociais, nos ricos, nos pobres, mas está no coração de cada um. O problema é o pecado.

                Russeou, o patrono da revolução francesa e, portanto, o patrono desta nova ordem mundial em que vivemos hoje, a era dos direitos, queria que a escravidão original fosse totalmente ignorada e que a liberdade civil a suplantasse. Essa ideia promoveu na sociedade ocidental uma liberdade romantizada, onde todos, ao nascerem livres, pensavam que eram integralmente livres. Rosseou não pôde atinar que a escravidão original foi causada pelo pecado. Ele então apenas maquiou essa realidade dando ao homem a liberdade civil.

                Jesus não fez essa maquiagem. O Senhor primeiro tratou o problema real, o pecado, para depois conceder a liberdade total do homem, aquela liberdade tamanha que mesmo em cadeias, o homem se sente livre. Esta liberdade é a fé e a paz de Cristo no coração. Mas não acaba por aí. Ele nos fez reino e sacerdotes do Deus Altíssimo. Implantou uma espécie de democracia sublime, onde todos devem reinar com integridade objetiva (a aparência) e subjetiva (com justiça e amor no coração). Na verdade essa “democracia” não passa de uma teocracia, pois Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores para a glória do Deus altíssimo, aleluia!

                Se algum vento de doutrina não tratar o pecado devidamente, daí saberemos que não passa de seita diabólica.

                Tudo isto não trata de existencialismo barato, onde o ego, o subjetivo, o coração é o centro de tudo. Ora, se o coração foi regenerado, ele o foi pelo poder de Deus, pois todo dom perfeito vem do Pai das luzes. Além disso, foi por causa da pessoa e da obra de Cristo na cruz que o Espírito de Deus regenerou o crente. Daí que não podemos falar em existencialismo, pois o poder de Deus que a tudo excede, que é transcendente ao homem, é que nos transformou em novas criaturas. E ainda, o amor, como foi dito acima, não vem do homem, mas de Deus. Se os homens amam, amam não por que são capazes de amar, mas porque receberam este dom perfeito do alto, do Pai das luzes. A questão é: “o mistério que esteve oculto dos séculos, e das gerações; mas agora foi manifesto aos seus santos, a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória” (Col 1. 26-27). O mistério (fator determinante) da história (dos séculos e gerações) é Cristo (Deus transcendente ao homem, fora do homem) em vós (o Espírito de Cristo), a esperança da glória (a vida e a liberdade verdadeira).

quinta-feira, 15 de março de 2012

Resta-me adorar!

              Quanto mais aprendo, mais percebo que nada sei, sou pequenino, só me resta adorar aquele em quem estão escondidos todos os tesouros do conhecimento e da sabedoria, Cristo Jesus, meu maior tesouro. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Aleluia!

segunda-feira, 5 de março de 2012

O valor, o teatro, o virtual e o existencialismo

“Com razão afirmava JOHANNES HESSEN que é da essência do ser humano conhecer e querer, tanto quanto valorar” (Introdução ao Direito, p. 24).
O que há de comum entre o mundo virtual mais especificamente as novelas, os filmes, o estrelato e também o teatro com os postulados da filosofia existencialista de Sartre. Numa comparação a grosso modo, todos dão ênfase valorativa a imagem que simplesmente existe. É interessante notar que a TV no Brasil se iniciou exatamente fundada nos postulados do existencialismo.
A hipótese de uma pessoa que apenas existe, que não tem essência se completa facilmente com a ideia dos humanos virtuais que invadem as casas das familias o dia todo, mais que não têm essência alguma. Assim, o existencialismo passa duplamente a sua doutrina para todos, de que forma? 1. A própria doutrina existencial objetiva através dos roteiros dos programas de TV; 2. O próprio sentido da imagem sem essência passa a ser vivido pelos telespectadores, ou seja, um desvalor (uma desessência) passa a ser valorada. A imagem não possui essência alguma, é algo sem substancia, é apenas uma imagem. No caso dos filmes e novelas nem ao menos os personagens são reais. De qualquer forma, na tv ou no estúdio de gravação, nada há de substancial, nada há de essencial. Na Tv, trata-se apenas de uma imagem; a mesma programação quando do ato de sua gravação, trata de algo igualmente superficial, sem essência, pois se trata apenas de um ator.
As multidões de telespectadores têm passado a fazer aquilo que o ser humano faz por excelência: valorar. Valorar significa atribuir valor às coisas. Isto é o que o homem sempre faz. Sua vida depende disto. O homem adora a Deus quando este aprende a valorar a essência de Deus. O problema é que aquelas multidões tem diariamente valorado as programações de Tv e cinema. Ou seja, têm atribuído essência àquilo que realmente não possui nenhuma essência, nenhum valor real ou substancia. As novelas e filmes não podem contribuir em nada para o ser humano. Por outro lado, as coisas que realmente possuem substância estão sendo desvalorizadas, por exemplo: os amigos, a comunidade, a família, a igreja. As coisas que não possuem substancia autônoma, por si próprio, tem sido as mais valorizadas: filmes, novelas, imagem estética, até a música pode estar incluída neste roll, no caso, aquelas que não possuem substância (não tem mensagem verdadeira). Não que estas coisas devam ser descartadas. Apenas que são acessórios e não essenciais. O ser humano nunca deixará de ser uma essência, por isso ele também sempre valorizou as coisas que também são substanciais como família, amigos e igreja. Mas o Brasil existencialista do pós-segunda guerra afirma que o homem não possui essência a priori. Em detrimento disto, o homem nunca se desligou se sua essência, apenas tentou fazê-lo. Assim, continuou como sempre valorando coisas. O homem é um valor, e desse valor irradia-se valores para as coisas.
Porque o homem do século 21 ficou escravizado pelas telenovelas? Porque ele deixou de dar valor a sua essência que é real (glorificar a Deus). O existencialismo pregado por cinco décadas provocou tal fato. Mas, mesmo pensando não ter essência, o ser humano continuou por tê-la. Por ser uma essência, uma fonte secundária de valores, o homem valora sobre todas as coisas. E uma dessas coisas é a TV. A questão é que o homem deu valor a algo que não possui valor substancial, mas apenas acessório – a imagem e o entretenimento. Assim, passou a valorizar algo virtual que por isso mesmo é um desvalor, uma desessência. Transformou um desvalor real em um valor irreal. O homem não pode deixar de valorar as coisas, falando em sentido amplo. O que ele pode fazer é atribuir às diferentes coisas o valor substancial (valor em sentido estrito: Deus, família, igreja, amigos etc.) ou o valor acessório (desvalor em sentido estrito: imagem, entretenimento, músicas sem mensagens). Por ser uma essência, um valor encarnado, o homem nunca deixará de valorar sobre as coisas.
Quando ele deixa de dar valor a sua essência que consiste em ser um ‘vaso’ criado para glorificar o nome de Jesus, ele passa a valorizar naturalmente, automaticamente qualquer coisa como sendo tudo substancial. Ora se ele desvalorizou a coisa mais substancial que existe – Deus, não há porque discriminar valores entre substancias e acessórios. Sem o conhecimento de Deus, nada faz sentido para o homem, ele perde sua maior essência substancial, seu tesouro - o sublime conhecimento de Deus. Assim, sobre tudo o que o homem valorar, ele vai atribuir o caráter de substancial, assim todas as coisas vão valer como valores substanciais como instrumentos para ele criar sua própria essência. Isto é assim, porque quando o homem perde o supremo valor substancial, ele deixa de ter parâmetros para fazer as devidas descriminações de valores. Tudo passa a ser para este, valor substancial. Ele nem tem consciência disso. Nem sabe o que é valor substancial, mas é isso o que acontece. Ex: jovens que, ao criarem um estilo de vida inspirado em filmes, passam a viver conforme esse mundo virtual e da devoção aos atores de cinema; aquelas imagens virtuais sem essência concreta se transformam realmente num sentido de vida para esses jovens.
O jovem que não perdeu sua essência, não atribui valor substancial aos acessórios. Mas também não deixa de se utilizar dos acessórios, no entanto, apenas não lhe dá um valor que não é de sua competência. Assim não entrega sua vida as valores acessórios como a Tv ou shows de rock.
O que é um valor acessório? É um valor que incide sobre o âmbito existencial. Não pode trazer significação alguma a vida; não ajuda a cultivar a essência humana. Serve apenas como instrumento para o cotidiano e para as necessidades da prática diária. Ex: televisão, cinema, shows, lazer, internet, automóvel, casa, diploma, emprego, etc.
O que é um valor substancial? É tudo aquilo que incide sobre o âmbito essencial. Tudo aquilo que cultiva e promove a essência humana. Ex: a Salvação em Cristo Jesus, a palavra de Deus, os cânticos de adoração, a comunhão da igreja, o amor conjugal, o amor na família, o altruísmo entre amigos, em suma, tudo aquilo que faz referencia aos atributos comunicáveis de Deus, ou seja, aquilo que Deus copiou de Si mesmo e nos comunicou, doou ao nosso espírito para que pudéssemos ter vida abundante, ter essência.