Um exemplo de interpretação de uma história do valor (a história que não considera apenas o fato, mas também o valor) é a queda do Império Romano. Este fato se deu não apenas por causa das invasões bárbaras, mas principalmente por causa do câncer moral em que essa sociedade se afundou, levando a destruição da família e do Estado, por isso mesmo que a igreja tomou para si a prerrogativa de dirigir o estado greco-romano a partir de então.
Hoje podemos perceber essa história se repetindo. Quando enfim, o estado e a sociedade cair (por falta de raízes sociais que são as instituições de valor como a família e a justiça do estado), o que poderá acontecer? Não faço ideia, desconfio que no futuro não exista mais democracia, pois diante de um caos moral e social, a tendência é sempre o aparecimento de déspotas.
A constituição brasileira expressa que os canais de TV são apenas concessões que o governo faz a particulares. A partir do momento que as programações dessas emissoras ferirem os valores da família, essas concessões deveriam ser anuladas. Mas não é isso que se vê. A Rede Globo, p.ex., ao pensar estar fazendo bem a sociedade transmitindo programações que dizem ser diversificadas, valorizando a pluralidade cultural, tem na verdade destruído a família. Como foi dito, a valorização dessa pluralidade cultural vai destruir a sociedade brasileira assim como foi com Roma, por que a cultura está enraizada no pecado.
Essa interpretação da história pelos valores espirituais é a mais completa possível. Chega perto das ciências jurídicas, pois estas em suas dimensões são formadas pelo fato, pelo valor e pela norma. A história valorativa não tem a norma em sua formação, mas tem o fato e o valor. No entanto, se analisarmos bem, quando fazemos julgamentos na história, estamos mesmo é praticando aquela prerrogativa de juiz, mas um juiz de toda a história. Isto é maravilhoso, porque o único livro histórico que também faz esse juízo de valor espiritual é a Palavra de Deus, não podia ser outro. Quando, pois, a Palavra de Deus promete que os crentes receberão o reino e o sacerdócio divino, para que anunciemos as grandezas daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz, essa palavra provavelmente está se referindo também a autoridade que temos de julgar o mundo, pois possuímos o logos, o verbo da vida, Cristo Jesus, o Seu Espírito, a Sua grandeza comunicável que gera os valores espirituais.
Na verdade, só podem praticar essa história valorativa os filhos regenerados de Deus, pois estes não vivem em função da lei que descobre o pecado, mas da graça que gera a vida em abundância.
Nenhum comentário:
Postar um comentário