“Que graça tem ficar sério o tempo inteiro?”, perguntou o menino Jess, personagem do filme “Ponte para Terabítia”, que exalta a imaginação, a lenda e a “magia” infantil, cena em que seu pai o criticou dizendo que deveria desenhar dinheiro a fim de que pudesse pagar as contas da família já que gostava tanto de desenhar.
Essa pergunta trata de algo muito importante para os adultos inclusive. C. S. Lewis disse certa vez que Cristo é a consumação de toda a “magia”, encanto, lenda, de todo o mito e todo o sentimento de eternidade que há no coração do homem. Na verdade o que o personagem infantil do filme queria saber é: o homem é mais que a sua própria existência, o homem é “encanto”, o homem é um ser espiritual.
O amor de Deus por seu Filho é o verdadeiro encanto dos homens, por isso diz a obra-prima: “Jesus, alegria dos homens”. Ele é o amor encarnado, aleluia, Ele é a palavra encarnada de Deus, o verdadeiro pão (Jo. 6.32) que desceu do céu que alimenta o homem, alimenta a sua eternidade e lhe satisfaz completamente.
As crianças vivem nessa dimensão do encanto e da eternidade, talvez por isso o Senhor disse: “Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus” (Mc. 10.14) e “Qualquer que em meu nome receber uma destas crianças, a mim me recebe” (Mc 9.37).
Os movimentos artísticos de vanguarda do século XX exaltaram o retorno à vida infantil nas artes. Dentre tantos o Dadaísmo (de “gugú dadá”), o surrealismo e outros tantos. Queriam eles o retorno à infância, à infância feliz e seus encantos. Os homens no fundo sabem que as crianças estão bem próximas do amor de Deus, por isso desejam eles esse retorno feliz. Pena que suas idolatrias os impediram de se achegar ao Criador como uma criancinha faz. “Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt. 18.3) disse o Senhor.
O senhor Jesus é a razão de nossa existência, é o encanto, é a verdadeira música, Ele é a nossa vida. Que graça tem ficar sem Jesus? Não tem nenhuma Graça.