quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sou livre e feliz!

             Quando estava na Faculdade de História, frequentemente ouvia os professores e colegas dizerem: “os crentes são uns alienados!”. Hoje entendo que é realmente o que sou. A alienação que eles se referiam é o ato de abrir mão de um direito da personalidade, como o da intelectualidade. A verdade é que todo ser humano é um alienado. Ser alienado é ser escravo de alguém. Quem não é escravo de Cristo (alienou todo o seu ser a Cristo) é escravo do pecado (alienou todo o seu ser ao pecado). A questão primordial é que tudo na vida se resume a duas coisas, como nos ensinou Santo Agostinho: os meios (os instrumentos) e o fim (a Glória de Deus). O ser humano que se aliena para os meios, ou seja, se vende para as coisas do mundo e o pecado, é escravo em todos os sentidos. O homem que se aliena para o fim, ou seja, para glorificar a Deus, é escravo em sentido estrito de que submeteu todo o seu ser a Deus e aos seus mandamentos, mas em amplo sentido, é um ser livre e feliz por ter se submetido aquele que É a Razão de toda a existência humana.

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