Antes de ontem eu estava acompanhando o show de Roberto Carlos em Jerusalém. Um homem dessa idade já deve desconfiar que o amor que tanto o encanta não é possível se não houver pessoas para compartilhar. Não por menos que em uma de suas músicas diz não ser possível haver amor além do horizonte se a pessoa amada não for com ele também. Na verdade o que mais me impressiona é o fato de que o amor é mundialmente reconhecido como um valor sublime e que o homem em si não pode fabricar o amor, visto que já está provado pela história a tendência do homem para o mau. Ora, se o ser humano não pode criar o amor e se apenas pessoas é que podem compartilhar o amor, então uma pessoa não humana é a razão do amor! Portanto, que pessoa criou o amor?
Roberto Carlos disse nesse show que a sua missão é cantar o amor, o amor de irmão, de pai, de filho, de mulher e de fé. Bato palmas pra ele porque quando falamos de amor, estamos falando de Deus mesmo sem perceber. O problema único do romantismo é exatamente não conseguir avistar que o amor vem da essência de uma pessoa divina, Deus, o amor é a essência de Deus. As pessoas não cantam Deus, o titular do amor, mas cantam o amor como uma força universal, um espírito impessoal, o qual se torna totalmente imanente nas pessoas e nas coisas, essas que por serem habitação desse amor, se tornam deuses. Uma aberração da verdade.
Até as coisas passam a ser tratadas como fontes desse amor. O sol, a lua e as estrelas principalmente; depois as árvores, o mar, os rios etc. Os três reis magos do oriente, homens que procuravam a sabedoria, provavelmente vindos da região da índia, visto que a Índia sempre foi tida como terra dos grandes sábios, homens que buscavam o amor na natureza (de sua ignorância), assim como Roberto Carlos, alcançaram supreendentemente a graça comum do nosso Deus. Ora o panteísmo (romantismo, mundanismo, nova era), sempre foi a religião universal em todos os tempos de ignorância, desde a criação, não foi Spinoza, nem Hegel, nem Wagner e nem os Beatles que o inventaram. Mas aqueles homens quando em uma de suas buscas aos deuses dos céus, às estrelas, encontraram uma que os guiaram a um menino recém-nascido numa estrebaria de Belém. Nesse momento, o panteísmo seria de vez enterrado e a verdade de forma esplendorosa brilharia! Deus não é uma estrela, a própria estrela apontou para uma pessoa infante. Deus é uma pessoa, aleluia! Essa é a verdade! Aleluia! O Senhor de toda a Glória é uma pessoa, um ser que se relaciona! Oh aleluia! Deus, o Pai, utilizou uma estrela Sua, alvo da adoração dos “sábios” românticos idólatras, a apontar para Cristo, um ser pessoal não originariamente humano, mas o próprio verbo eterno da vida!
Sabe-se que muitos hoje em dia fazem suas peregrinações a Índia para encontrarem o Brahma, o espírito impessoal. Os Beatles também fizeram isso e incentivaram o mundo a fazer o mesmo. Poucos se apercebem que a dois mil anos atrás, três pais do oriente, magos do oriente, ex-panteístas, apontaram para Cristo, o Filho do Deus vivo, a expressão exata do Deus invisível, o próprio Senhor da Glória! A própria estrela, um dos alvos principais dos panteistas-idólatras, apontou para Cristo! Por que então o mundo não se converte? Por que as pessoas continuam buscando a heranças do hinduísmo, como o budismo e o espiritismo? A resposta é: porque não pregamos! Como seremos cobrados se não pregarmos o evangelho da verdade! Que boa nova maravilhosa! Não precisamos mais adorar as estrelas e o sol, porque o Deus de todo o universo se revelou de uma vez por todas em Cristo Jesus! Aleluia!
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