A lei de Deus é superior a qualquer conhecimento humano, pois os pensamentos de Deus são mais altos que os dos homens. Quando a lei dispõe que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, ela está revelando sua superioridade em relação ao conhecimento erudito do ser humano.
Os homens em sua inteligência quase conseguiram decifrar o mistério. Pensavam eles no tempo do romantismo que a última etapa do conhecimento é a arte, precisamente a música, a música que canta o amor. O homem romântico quase vislumbrou a verdade de Deus, quase... Não fosse o abismo que separa o homem de Deus – o abismo do pecado e da morte. O romantismo do século XIX, que é uma síntese do helenismo, do neoplatonismo, do renascimento, do panteísmo de Hegel, defende que a ciência gera a arte em ultima instancia. Apesar do romantismo ser uma aberração do reino de Deus, uma concepção humana de um deus impessoal sem a devida revelação das Escrituras, ele dá alguma pista sobre o verdadeiro reino de Deus. Vejamos o por quê.
É bom ressaltar de início: o romantismo é sinônimo de idolatria, pois sua base epistemológica é o panteísmo. No entanto, esta escola filosófica defende algo que as escrituras também pregam: a última etapa do conhecimento é realmente o amor (Cor. 13). No entanto, de acordo com as Escrituras, não se trata do amor panteísta e humano, mas daquele atributo de Deus que faz parte do Ser de Deus. Como a musica expressa bem o amor humano, os românticos pensavam que a ultima etapa do conhecimento era a musica, demonstrando o panteísmo latente em atribuir a musica, ao compositor e aos cantores (daí toda a idolatria pós-moderna aos “popstars”), um atributo que só pertence a Deus – o verdadeiro amor.
O amor verdadeiro não inspira somente a musica, mas inspira o sacrifício, pois o amor de Deus gera ação e não apenas emoção e melancolia, como queriam os românticos. Mas o que nos interessa aqui é perceber como que o romantismo, um movimento que buscava desesperadamente de forma apenas humana um deus impessoal, sem a verdade de Cristo, vislumbraram que o conhecimento erudito tem um estopim – o amor impresso nas artes. Isto é o que o homem conseguiu por seus próprios esforços.
Os cristãos têm o tesouro, Cristo. Ele é o auge de todo conhecimento, pois ele é o amor, ele é a verdade revelada, ele é o amor encarnado, ele é a lei encarnada.
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