A sociedade civil criada no pós-revolução francesa fez bem em excluir a cristandade, pois igreja e estado não devem andar vinculados. No entanto, fez muito mal em excluir o próprio Deus e criador do universo para adotar um panteísmo. Se objetivamente o estado é um ministro de Deus não vinculado à igreja, não deveria o estado reconhecer subjetivamente este dado? "Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança." (Salmos 33: 12). A pessoalidade de Deus é que libera virtude sobre os governantes para governar com justiça e equidade. A impessoalidade romântica não faz isso, ela simplesmente vicia os políticos os transformando em seres impessoais – sem virtude, sem valores absolutos. Este é o lado negativo da democracia: se o governo vem do povo e não de Deus, não há que se falar em verdades morais divinas, pois cada cidadão possui seu sistema axiológico (de valores), o princípio de gestão há que ser o da impessoalidade (artigo 37 da Constituição), mas se o governante reconhece que o governo vem de Deus, é pela justiça de Deus que o governante irá gerir o estado e o fará debaixo do temor de Deus.
Vale notar que tudo isso se trata de um vício insanável, não há mais como voltar atrás, nenhuma nação se voltará para Deus, é um caminho sem retorno – esta é a nova era. Aqui não se propõe uma revolução político religiosa, a história mostra como isto é detestável, mas apenas uma revolução de mente dos cristãos no momento da adoração. A igreja pode ter a consciência espiritual de que seu Deus é verdadeiro, pois os céus e a terra proclamam sua teleologia (Seu propósito), esta por sua vez proclama a glória de Deus (Sl 19. 1). Por isso, na adoração, a igreja pode estufar os pulmões em plena confiança e soltar a voz em alto tom pra louvar o Santo e bendito criador que se revelou em Cristo, seu Filho eterno, pois sua verdade foi revelada e está posta para que todos possam ver tanto na criação quanto na Palavra das Escrituras.
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