quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A razão do amor

                Estava lendo o livro “UMA HISTÓRIA DE AMOR SEM PALAVRAS” da autoria do ilustrador Rui de Oliveira, um conceituado artista ilustrador do Brasil. Neste livro direcionado às crianças, o autor conta somente através de imagens como surgiu o amor, o sentimento que nos liga ao mundo. Pude logo perceber que toda a natureza ganhara personalidade, desde plantas, árvores, a lua e o sol. Duendes saiam da floresta e tudo mais. A concepção deste autor se mostra ser a mesma de qualquer ser humano que busca a razão do amor, mas que ao mesmo tempo não confia na palavra de Deus – é o panteísmo, ou melhor, o romantismo, velho romantismo.
                Quando a palavra de Deus nos ensina a santidade de Deus, ela está ao mesmo tempo atacando uma concepção tão antiga quanto o momento da queda de Adão e Eva – o velho panteísmo. Por que a palavra de Deus esgota a questão da Santidade de Deus? Porque o panteísmo sempre foi latente e patente na humanidade. Essa concepção é a própria do mundo. É dela que parte o mundanismo, a ideia de que deus é tudo e tudo é deus. A Santidade divina ‘ é a verdade bíblica que quebra essa maldição. A igreja de Cristo é a única que adora um Deus Santo, Santo e Santo. Ora a santidade de Deus não é pouca coisa, como muitos imaginam. Ela não trata apenas da impecaminosidade de Deus. A santidade virtua todos os outros atributos de Deus. Em último sentido, é a santidade que “faz” Deus ser uma pessoa. A sua separação do mundo “o faz” ser pessoal, assim como eu estou separado, transcendente, em relação a uma árvore, por exemplo.
                O panteísmo de sempre afirma que deus é a árvore, é a planta, é o sol, a lua, a mulher, a criança, enfim é tudo. Ora a adoração pós-moderna que se dá aos artistas, aos super-homens, às coisas, aos objetos é apenas um formato atualizado do panteísmo. A própria ciência, quando afirma que é a única solução para o conhecimento, tem se mostrado eivado do espírito panteísta, pois tem colocado o próprio homem como o centro da vida e do conhecimento, ou seja, deus de si mesmo. Por isso a autora Nancy Pearcey, em seu livro intitulado “Verdade Absoluta”, afirma que quando a ciência conseguir desbancar de vez o cristianismo entregará o bastão de volta ao panteísmo.
                Aquelas imagens que eu vi no livro citado no início, me fizeram pensar em algo interessante. Vamos lá: Ora, a marca do panteísmo é atribuir a personalidade de Deus a todas as coisas do mundo, inclusive aos animais (isso explica o panteísmo hindu-espírita, a reencarnação). Isto me fez lembrar a serpente no paraíso. Como o homem começou a desconhecer a Deus e a confiar nas coisas e nos animais? Quando a serpente tentou a Eva. Muitos pensam que o livro de Gênese é apenas um mito. Mas, é qualquer pessoa parar e analisar livros de sociedades secretas satânicas e verá que nos últimos estágios do satanismo, os novos bruxos são ensinados a se apossarem dos corpos dos animais e habitarem ali por alguns momentos. Por que então satanás não poderia se apossar do corpo de uma serpente?
Assim, Satanás teria ensinado há milênios a adoração à natureza e aos animais e às pessoas, plantando no coração humano o panteísmo, pois até hoje ele engana as nações com isto. Por que as pessoas creem firmemente nesta mentira de que a natureza possui personalidade? Por que um dia o ser humano viu um ser impessoal (a serpente) com um espírito pessoal (Satanás). O inimigo de nossas almas fez o que Hegel chama de síntese: misturou a impessoalidade com a pessoalidade. Como a história oral é uma estrutura histórica e esta, por sua vez, pode atravessar séculos e séculos, de geração em geração, a humanidade pôde perfeitamente ter assimilado de vez esse engano do Diabo. De fato, foi o que aconteceu. Satanás não apenas incitou o pecado separando o homem do Senhor, mas ensinou o homem a adorar a criação ao invés do criador.
Há uma coisa que o homem não pode negar a existência: o amor. O amor não se explica no próprio homem, por isso ele vai tentar explica-lo naquilo que é maior que ele: a natureza. Mas, o amor é um valor, valor é atributo, atributo é adjetivo. Adjetivos valorativos não existem em coisas impessoais (na natureza ou nos animais), mas apenas em pessoas. Apenas pessoas podem transmitir amor, porque lhes é próprio. Uma vez, num domingo, o Pastor da comunidade viva de Manaus, Winston Lages, disse: “precisamos levar amor para as pessoas, mas só poderemos fazer isso levando pessoas”. É isto. A razão do amor, portanto, não vem da natureza, do cosmos, mas de um ser pessoal que é maior que o homem, transcendente e por isso mesmo Santo – o Senhor. Exaltado em santidade é o Teu nome ó Altíssimo! Aleluia! Os homens tentam negar, mas a Tua verdade reinará para todo o sempre!
               

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